
Ungüento: é preparado misturando-se ervas ou sucos de ervas com uma substância gordurosa. Habitualmente, emprega-se a vaselina, a lanolina ou, também, a gordura de porco. Todavia, esta última deve ser evitada, pois rança facilmente, podendo ser utilizada, ao menos, naqueles ungüentos que vão ser utilizados no espaço de um dia.
Vinho medicinal: costumeiramente é diurético ou estomáquico. Vertem-se as ervas estabelecida – naturalmente cortadas em pedaços ou trituradas – em vinho, deixando-as macerar por um determinado período de tempo. Filtra-se, então, o vinho. Para a preparação deste medicamento aconselha-se utilizar, sempre, vinho de primeiríssima qualidade.
Hidrolatos e óleos essenciais: produto da destilação da água em que estão em maceração uma ou mais plantas. Mais conseguido através de destilados simples ou de um alambique, que contém as partes voláteis e aromáticas das plantas usadas. Todos os vegetais possuem, em concentrações diferentes, óleos essenciais (aromáticos ou não) que se volatilizam pela ação do calor. Na destilação, esses óleos misturam-se ao vapor de água que produz pela fervura e que, ao se condensar de novo, é coletado em recipiente. O hidrolato se constitui assim, de óleos finamente dissolvidos na água. A composição química dos óleos essenciais é bastante complexa. Além de variar durante o dia e ao longo do ano, depende da parte da planta que é destilada (raiz, madeira, casca, folha, caule, flor, semente), da variedade, do solo e até do clima. Os óleos são constituídos principalmente de terpenos, sesquiterpenos, estéres, álcoois, fenóis, aldeídos, cetonas, e ácidos orgânicos. Se necessário, esses óleos dissolvidos podem ser separados da água por meio de um condensador especial (tipo Clevenger). Se os óleos forem mais leves que a água, flutuam; se forem mais pesados, vão para o fundo. Controlando-se a saída do produto final, pode-se obter o óleo essencial puro. Não se dispondo de um destilador, pode-se obter os óleos essenciais por métodos mais simples, deixando as plantas em maceração dentro do óleo extrator. Nesse caso, os óleos diluem-se no óleo extrator.
Tinturas: soluções de uma ou mais plantas medicinais, conservadas em álcool. Essas soluções não devem ser armazenadas por longo tempo, pois assim, as propriedades mais sutis dessas plantas se perdem. Devem ser guardadas em frascos escuros, em locais frescos e ao abrigo de luz. Podem ser preparadas com partes de vegetais moles (folhas, flores e talos)ou duras (raízes, cascas, sementes) frescas ou secas.
Chá: servem tanto para o uso interno quanto para o uso externo, variando de acordo com a indicação, a composição e a qualidade de cada erva ou planta medicinal.
Modos de preparo do chá:
Infusão: costuma ser indicada para flores, folhas ou frutos, mas pode-se utilizá-la outras partes das ervas.Primeiro, pique a planta e reserve. Depois coloque água no fogo e, quando ela estiver em ebulição, jogue na chaleira os pedaços da erva.Tampe. Deixe ferver por alguns segundos, apague o fogo e mantenha a mistura descansando por dez ou quinze minutos. Em seguida é só coar e tomar.
Decocção: esse método é o mais adequado para cascas, caules, frutos secos, raízes e sementes. Nesse caso, as plantas, picadas, são colocadas em uma chaleira com água fria. Leve ao fogão, espere ferver e aguarde de 5 a 10 minutos antes de tirá-la do fogo. Para fins medicinais, o chá por decocção deve ser tomado quente.
Maceração: você pode usar qualquer parte da erva. Pique-a bem, ou amasse-a com pilão, antes de mergulhá-la em água, álcool de cereais, óleo, vinagre ou vinho. A escolha do líquido deve ser feita de acordo com o objetivo que se deseja alcançar. Para fins culinários, vinagre, óleo e vinho são excelentes; para fins terapêuticos ou cosméticos, o vinagre é pouco apropriado. As partes tenras das plantas, incluindo flores, folhas e sementes, devem ficar em maceração por no mínimo 12 horas. No caso de cascas e raízes macios, ou de talos amolecidos, esse período sobe para 18 horas. Quando se tratar de cascas, raízes e talos grossos, duros, a maceração precisa durar um dia inteiro.Muitas vezes, bem mais do que isso, fincando em descanso por 10 à 15 dias. Antes de usar, é recomendável coar a mistura em tecido, espremendo-a bem antes de se desfazer dos resíduos.
Os chás, além de ingeridos, podem ser usados na forma de:
Compressas: Compressas de chá quente aliviam dores inflamatórias e facilitam a resolução daquelas inflamações. Para esses casos usam-se chás com propriedades antiinflamatórias.
Banhos: Para banhos de imersão a água deve estar morna e o banho deve durar uns 20 minutos. O banho pode ser repetido três vezes por semana durante um mês. Após esse período deverá mudar a erva utilizada.
Gargarejos: São recomendados para atuar na cavidade bucal e na garganta. Pode-se acrescentar sal de cozinha depois de coado, pois este é antiinflamatório e anti-séptico.- Inalações: Específico para as vias respiratórias. Deve ferver-se o chá e colocar um funil de papelão invertido sobre o recipiente, inalando o vapor.
Lavagens: Normalmente intestinais e vaginais (corrimento).